Paulo & Dani - Uma História de Amor


20/05/2005


Noite de quinta-feira. Paulo chega do trabalho e vai caminhar na praia, curtir seus nove quilômetros de meditação. Seu celular está morrendo (carga mínima da bateria) e ele resolve deixá-lo no carregador. A caminhada leva em torno de duas horas, pois no meio do caminho existem alguns aparelhos onde faz barras e abdominais. Ao chegar em casa, tem uma enorme surpresa: existem 38 ligações não atendidas. Imaginou que Dani resolvera ligar para avisar que já estava pronta para o encontro final, mas, quando olhou a lista levou um susto. Haviam ligações da irmã, da mãe, do padrasto, do dono da empresa em que trabalha, números desconhecidos. Logo em seguida o celular toca. É sua mãe, chorando e quase sem conseguir falar direito. Alguém, enquanto Paulo caminhava, ligou à cobrar, para ela dizendo que ele havia sido sequestrado, espancado e o corpo se encontrava jogado na rua ali próximo à casa dela. Paulo ficou furioso, a primeira pessoa em quem pensou foi no ex-namorado de Dani, que na noite anterior já havia ligado para fazer ameaças. Por não ter conseguido falar com Paulo, é possível que o rapaz tenha decidido, então, fazer terrorismo com a família dele. Por ter acesso livre ao celular de Dani, não seria difícil descobrir o número da mãe de Paulo.
Paulo tranquiliza a mãe e, ao desligar, começa a receber ligações uma atrás da outra de todos os envolvidos na busca. Pouco depois Dani liga. Paulo, ainda super nervoso, a trata com ignorância e a manda sumir da vida dele prá sempre, que o esqueça. Dani, não suportando a maneira de Paulo falar, e, não tendo chance de dizer nada, desliga. Paulo continua atendendo aos dois telefones quase que simultâneamente e vai esclarecendo a todos de que está tudo bem.
Alguns minutos depois, Dani liga novamente. Pede que Paulo abra a porta, pois, apesar de ter cópia das chaves, Paulo havia trocado o segredo da porta de acesso ao seu apartamento. Ela estava atrás da porta e Paulo, sem saber continua falando sem parar prá ela deixar ele em paz. Dani diz que só quer entrar e pegar algumas coisas pessoais que estavam lá. Paulo diz que não, já desligando o telefone e gritando para a porta. Ela pede que ele pegue os objetos e entregue a ela.
Paulo pega a bolsa, onde na noite de segunda guardou tudo, abriu a porta a jogou para fora, trancando a porta em seguida.
Dani desce e Paulo acende um cigarro e vai para a janela. Dani abre o carro guarda a bolsa e olha prá cima. Os olhos se cruzam, os dois ficam parados. Paulo fica paralisado ao vê-la, ela diz alguma coisa mas ele não consegue ouvir, ela pede que ele desça e ele aceita.
Chegando perto do carro, ele ouve Dani tentando se defender, dizendo que não tem nada a ver com isso, que estava tão chocada quanto ele. depois de desabafar, Paulo senta na calçada e diz que ela pode falar o que tem para falar.
Dani diz que está ali para conversar, esclarecer as coisa. Ela acaba de deixar Janaína em casa e, após a conversa das duas, ela tem muito o que dizer a ele. Paulo sente fome e diz que precisa comer algo, que vai subir. Dani pergunta se pode subir também e Paulo permite.
Enquanto ele prepara um Ovomaltine com leite, aproveita para entregar à Dani os últimos textos que havia escrito para ela.
Paulo toma um banho e, já mais calmo senta-se diante de Dani e diz que ela pode começar a falar, que ele é todo ouvidos.
Dani diz que conversou com Janaína sobre o queria falar com Paulo. No dia anterior ela já estava decidida a ter essa conversa, mas, com a morte repentina da avó, foi obrigada a adiar. Ela tinha a intenção de chegar cedo na casa de Paulo, fazer um jantar e ter uma conversa séria e esclarecedora. Como não foi possível, só restou esperar um dia.
Paulo ouvia calado, e depois de um tempo cobrou de Dani "Então fale logo o que você queria tanta falar pessoalmente".
Dani recapitula toda a história, fica admirada quando Paulo revela que foram vinte e seis dias de luta.
Num determinado momento ela diz que vai fechar os olhos e fazer uma pergunta e deseja saber se ele vai se importar. Paulo diz que não e ela o lembra do dia 20 (era o dia do primeiro encontro, eles comemoravam todos os meses esse dia, há muito tempo sem festa ou noite especial mas sempre lembrado). Paulo respondeu afirmativamente, lembrando até da proposta feita por ele para que os dois fossem ao local do primeiro encontro nesse dia, independente de estarem juntos ou não.
Dani diz que vai fazer outra pergunta, mas quer permanecer de olhos fechados, pergunta se Paulo ainda quer ir. Ele pensa e diz que pode responder de três maneiras: Pode dizer sim, não ou responder com outra pergunta.
Paulo resolve responder com uma pergunta, mas diz que só aceita com ela olhando nos olhos dele. Nesse momento, Dani já se encontra deitada ao lado dele, e abre os olhos, vermelhos de conjuntivite e lágrimas. Ela responde meigamente com uma pergunta também "Por que é que você acha que estou aqui?". Paulo responde que ela está ali prá brigar com ele por ter envolvido tanta gente no problema deles. Ela diz que não, e responde que quer muito vê-lo no dia "vinte".
Paulo acerta para as vinte horas do dia vinte pegar Dani em casa e irem para o "Chopp Hauss", dá um forte abraço nela, tenta um beijo mas ela nega. Diz que quer muito conhecer este homem no qual se transformou Paulo. Quer muito acreditar que tudo pode ser diferente. Paulo concorda que é melhor começar do zero, se conhecerem e deixar rolar como se fosse a primeira vez.
Concluindo, os dois não voltaram, não deram esperanças um ao outro, apenas irão sair e conversar. O encontro não será postado aqui, e sim no novo blog "Paulo - A História de um Recomeço" em http://paulorecomeco.zip.net.

A todos um forte abraço, sempre lutem pelo amor. Ele existe é lindo, mas só pode ser vivido por dois, nunca por um.

Fiquem com Deus.

Escrito por Paulo às 09h00
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19/05/2005


Queridos amigos. A história de amor aqui contada está sendo interrompida, o blog já foi retirado da primeira página de blogs legais do UOL, embora ainda fique no ar por tempo indeterminado. A trajetória das vidas de Paulo e Dani chegou ao ponto de não ter mais relação uma com a outra.
Paulo está conformado com a perda dos sentimentos de Dani para com ele. Necessita colocar a própria vida em ordem e seguir em frente com seus planos e sonhos. Dani tem feito a mesma coisa, e a mais tempo que ele, ela enxergou mais cedo a impossibilidade atual de conviverem e até mesmo se falarem.
Esta marcada para hoje à noite a despedida olho-no-olho, tão necessária, para evitar os casos "mal-resolvidos".
Amanhã, dia 20/05, os dois fariam tres anos e oito meses, se ainda juntos.
Tudo indica que será uma conversa difícil, os últimos acontecimentos têm ajudado Paulo a se desligar e perder o carinho e preocupação por Dani e feito Dani odiá-lo, embora tenha certeza de que ela gosta dele.
É uma pena que ela não deseje fazer uso deste espaço para manifestar-se, vocês têm lido uma versão unilateral da história toda, pois, nem Paulo tem conhecimento de tudo o que ela tem sentido ou feito da prípria vida, somente o que ela comenta, nos poucos contatos que têm tido desde a confirmação da "não-gravidez". A única impressão que Paulo tem é que ela está completamente desnorteada, fazendo e dizendo coisas que, muito brevemente quando a ficha cair, irão causar muito arrependimento e decepção.
Muitas vezes, com a desculpa de se aproximar de alguém para apoiar e ajudar, se estivermos frágeis, acabamos sendo arrastados pela pessoa necessitada ao invés de trazê-la para junto de nós. Dani não percebe, mas está voltando para um mundo onde já esteve e que lhe causou muito prejuízo pessoal e sentimental, além de aflição familiar. Está trocando um mundo de oportunidades e investimentos por um mundo pouco recomendável, vazio, de interesse e, como ela mesma já viu de fora e comentou com Paulo, sem perspectiva de futuro.
Paulo lutou por 26 dias para recuperar um amor que jogou fora, para trazer de volta ao trono de sua rainha e amada alguém que ele desprezou, ignorou e despedaçou, não por intenção, mas por estar próxima demais dele e, consequentemente ser o alvo mais próximo das descargas de estresse, inconformismo e raiva.
Felizes são os que reconhecem seus erros e tentam corrigí-los, pois, mesmo que não consigam atingir o objetivo esperado, carregarão no peito o orgulho de ter tentado, independente do resultado.
Dani tinha defeitos enormes, temperamento difícil, alteração de humor constante, mas, é daquelas pessoas que quando dão um sorriso, fazem o dia ficar mais bonito. Quando senta ao lado para apoiar, faz os problemas se transformarem em coisas simples e banais.
Dani tinha um jeito de falar "Pê" e "nenêm" ao se dirigir à Paulo, que o faz se sentir o primeiro dos homens.
Dani tinha um jeito de dizer "Eu amo você" que fazia Paulo acreditar no amor, ela falava com os olhos, ele nem precisava prestar atenção nas palavras.
Dani tinha um jeito de pensar, que Paulo sentia no ar, prá que palavras?
Dani tinha um objetivo na vida: Fazer Paulo feliz.
Dani tinha um sonho: Ser a mulher da vida de Paulo.
Dani tinha um futuro, Paulo, sem fazer nada para evitar, o destruiu. Não o fez sozinho, Dani o machucou muto também nos primeiros meses de relacionamento. Deixou cicatrizes muito visíveis no amor de Paulo, mas ele foi forte e, apesar de muito rancoroso, a perdoou, acreditou que ela nunca mais faria aquilo denovo. Conviveu com o medo dela fraquejar, mas valeu a pena, o que recebeu dela a partir daquele perdão não tem preço.
O que Paulo passou nesses 26 dias, podem ter certeza, pagou por seus graves erros. Ele se sente em paz com sua consciência e pronto para uma nova vida que começa pois,
EXISTE VIDA APÓS DANI (Obrigado à amiga que me mandou esta frase, você não imagina o impacto que provocou em mim).
Abraços à todos e, até amanhã com o post final

 

Escrito por Paulo às 08h23
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18/05/2005


Menina

Bruno e Marrone

Composição: Alberto Juan Gabriel/vs.: César Augusto

Menina!
Cada instante em minha vida
Eu sempre penso em ti
E nesta solidão, e nesta solidão
Eu não me sinto nada bem, bem

Menina!
A minh'alma está ferida
Te lembro e choro todo dia
E nesta solidão, e nesta solidão
Eu não me sinto nada bem, bem, vem

Menina!
Pensa em mim só um momento e vem
Sem você o tempo é tão cruel
E eu não sei ficar assim
Meu bem, vem, vem

Menina!
Só penso em seus olhos azuis
Que eram meu raios de luz
Brilhando em casa

Oh! Menina!
Veja o quanto estou sofrendo
Volta pra mim, que estou morrendo
E nesta solidão, e nesta solidão
Eu não me sinto nada bem

Somos dois em um
Somos dois em um
E esse nosso amor também

Menina!
Veja o quanto estou sofrendo
Volta pra mim, que estou morrendo
E nesta solidão, e nesta solidão
Eu não me sinto nada bem

Esse amor insiste
Em me deixar triste
Até quando?
Esse amor doente
Machucando a gente
Até quando?

Menina!
Só penso em seus olhos azuis

Menina!
Veja o quanto estou sofrendo
Volta pra mim, que estou morrendo
E nesta solidão, e nesta solidão
Eu não me sinto nada bem

Menina!

Escrito por Paulo às 10h41
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Deixa

Bruno e Marrone

Composição: Bruno / Vinícius

Deixa eu pelo menos falar de nós,
Por um minuto ouvir tua voz,
nem precisa me perdoar.

Sabe, já não consigo entender
Se quem amou pra valer
Diz que agora tanto faz,
que já não me quer mais
e diz que nunca, nunca vai me ligar
Na hora que a saudade e a vontade apertar,
na busca incessante de outro amor encontrar,
tentando achar a saída.
Quero esquecer, como se fosse fácil apagar tudo assim,
matando nossa história, a metade de mim...

Ô deixa, Ô deixa...
Eu pelo menos falar de nós,
por um minuto ouvir tua voz,
nem precisa me perdoar.

Sabe, eu não consigo entender
Se quem amou pra valer
Diz que agora tanto faz,
que já não me quer mais
e diz que nunca, nunca, nunca, nunca... vai me ligar
Na hora que a saudade e a vontade apertar,
na busca incessante de outro amor encontrar,
tentando achar a saída.
Quero esquecer, como se fosse fácil apagar tudo assim,
matando nossa história, a metade de mim...

Escrito por Paulo às 10h40
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Vou postar algumas letras de músicas, enquanto não houverem novidades. Selecionei letras que parecem que foram feitas para Paulo & Dani.

Escrito por Paulo às 10h40
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No fundo, tudo isso está sendo muito bom. O universo é claramente previsível. Tudo o que acontece em nossas vidas é fruto de nosso livre arbítrio, trazendo coisas boas ou más. Algumas ações permitem que os resultados sejam adiados, outras aceleram os acontecimentos. Quando cruzamos os braços, permitimos a aplicação de uma lei da termo-dinâmica, que diz que todo sistema abandonado à sua própria sorte, caminha para a destruição, não lembro da definição exata, mas define exatamente o que está acontecendo.

Escrito por Paulo às 08h20
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Amigos, a história parece estar chegando ao fim. Não tive a oportunidade de mandar o poema abaixo prá ela pessoalmente. Acho que é o último que escreverei. De qualquer forma, me sinto orgulhoso de sentir, ou ter sentido tudo isso.

 

Ontem suspirei, mas lembrei que não tenho prazer.
Ontem não olhei em seus olhos mais uma vez,
Talvez por saber que ainda não verei um olhar apaixonado,

Como o que encontrava no passado.

Hoje... Nem sei como vai ser...

Meu coração está sufocado, meu corpo necessitado.
Posso perder-me num simples sorriso que você venha a dar,

Nas suas palavras posso encontrar carinho, amor, mesmo quando havendo nada,

Pois nada é certo no incerto.

A dor que sinto, por nada poder fazer diante do presente, me sufoca.

O sufoco, a ansiedade provocada por um mundo incerto torna minha felicidade algo sonhado, mas, muito distante.

Não quero parecer um tolo ou um cego apaixonado, digno de pena ou sem amor próprio.

Mas lhe abri meu coração e joguei fora tudo o que me impedia de viver esse amor, Pensando que pudéssemos lutar por nossos velhos sonhos,

Pensando que pudéssemos dividir nossos corações.

Sei que você deseja lutar, sei também que pode voltar a me amar,

Mas só sei porque é o que mais desejo,

Pois, nada disso escutei de você.

Tenho consciência e certeza de um futuro, um futuro promissor e próximo, onde a verei feliz e realizada, pessoal e profissionalmente, por ser a pessoa que é,

Tomara que seja do local onde mais gosto de ficar, que é sobre seu colo.

Vou aguardar, ansioso por uma resposta, uma palavra de amor.
Vou olhar pro relógio pedindo pra ele voar,

Esperando chegar o dia de escutar três palavras que, embora não digam tudo,

Farão esse mundo de incertezas passar!

Escrito por Paulo às 07h51
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17/05/2005


A espera por vezes torna-se dolorosa.
Muitas vezes esperar por alguém revela-se uma tarefa difícil, porque muitas vezes a resposta para a resolução da nossa ansiedade tarda em chegar, e quando essa resposta pode mudar o rumo da nossa vida ou mesmo do nosso dia então mais difícil se torna a espera.
Ser paciente e saber esperar,é das características que mais admiro nos seres humanos, para além da Honestidade, pois quem sabe esperar consegue "tolerar" tudo ou quase tudo. Mas eu não sou paciente, não sei esperar.
Não nasci para esperar, nem para ter dúvidas relativamente ao meu futuro. Sempre tentei "mudar de ambiente" quando me sentia incomodado com algo ou alguém. Mas hoje em dia, sinto que o meu "amanhã" depende de terceiros e não é fácil, aprender a saber esperar.
A espera que o telefone toque, que alguém chegue, que uma carta apareça debaixo da porta... Eu só queria uma resposta sendo ela a meu favor ou contra mim.
A ansiedade faz-me mal, provoca-me distúrbios ( e muitas vezes não alimentares), torna-me ainda mais ativo. Se quando não espero por nada nem por ninguém ando ansioso com o "amanhã" então assim ainda se torna mais difícil esperar.
Parece que tudo roda em função da resposta, que o meu mundo parou no dia em que olhei nos olhos dela e perguntei: "Quer voltar prá mim? Quer casar comigo?", desde esse dia aprendi a dar valor à palavra esperar, pois não tenho feito outra coisa.

Escrito por Paulo às 08h46
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Esta música me tocou fundo quando a ouvi, sábado, no TOP TVZ do Multishow

Um Minuto Para o Fim do Mundo

CPM 22

Composição: Rodrigo koala

Me sinto só,
Mas quem é que nunca se sentiu assim
Procurando um caminho pra seguir,
Uma direção - respostas
Um minuto para o fim do mundo,
Toda sua vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio pra viver

O tempo corre contra mim, sempre foi assim e sempre vai ser
Vivendo apenas pra vencer a falta que me faz você
De olhos fechados eu tento esconder a dor agora
Por favor entenda, eu preciso ir embora porque

Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar,
Perco o chão sob os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo,
Eu sei que isso é o fim do mundo

Volto o relógio para trás tentando adiar o fim,
tentando esconder o medo de te perder quando me sinto assim
De olhos fechados eu tento enganar meu coração
Fugir pra outro lugar em uma outra direção porque

Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar,
Perco o chão sob os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo,
Eu sei que isso é o fim do mundo

Escrito por Paulo às 08h31
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Karla, obrigado pela sugestão da música. Posto aqui a letra:

Final Feliz

Jorge Vercilo

Composição: Desconhecido



CHEGA DE FINGIR

EU NÃO TENHO NADA A ESCONDER

AGORA É PRA VALER, HAJA O QUE HOUVER

NÃO TÔ NEM AÍ

EU NÃO TÔ NEM AQUI PRO QUE DIZEM

EU QUERO É SER FELIZ, E VIVER PRA TI

PODE ME ABRAÇAR SEM ME......DO

PODE ENCOSTAR SUA MÃO NA MINHA

MEU AMOR,

DEIXA O TEMPO SE ARRASTAR SEM FIM

MEU AMOR,

NÃO HÁ MAL NENHUM GOSTAR ASSIM

OH, MEU BEM,

ACREDITE NO FINAL FELIZ


 

Escrito por Paulo às 08h26
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De repente, o telefone fixo toca. É Dani, perguntando se tinha ligado prá ela. Paulo responde que não, ela diz que suspeita estar com conjuntivite. A conversa é amigável. Num determinado momento, Paulo diz à Dani que a ama e que não desistiu dela. Não fez nenhum contato durante o dia por ter chegado à conclusão de que já falou o que tinha prá falar, já mostrou o que tinha prá mostrar e se continuasse como estava fazendo, começaria a se tornar repetitivo. Sem assunto, se despediram com Paulo pedindo que ela conectasse e enviasse uma foto dele, tirada no quarto dela na semana passada, que estava na caixa de saída do Outlook.

Escrito por Paulo às 08h11
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Noite de treça-feira. Paulo chega em casa, ouve músicas deitado, relaxando após o infernal trânsito de Vitória entre 17:30h e 19:00h.
Acha impressionante como as letras das músicas o tocam tão profundamente neste momento em que está curtindo uma fossa. É incontrolável a vontade de ligar para Dani, mas ele precisa mudar seus hábitos. Para ela não tem sido tão importante conversar quanto é para ele. Perceber isso machuca mais do que suportar essa vontade.
Toma um banho, Faz um lanche rápido, e resolve assistir ao DVD Sob o Domínio do Mal, com Denzel Washington (recomendo). Assim que termina o filme, tenta entrar na net, mas a linha telefônica está com ruído e o modem USB (porcaria, os PCI são melhores) não consegue segurar a conexão por mais de um minuto.

Escrito por Paulo às 08h04
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16/05/2005


Sem nome ainda, escrita na hora em que deu uma vontade louca de ligar para Dani. Não liguei, preferi escrever  - Paulo Tenório

Sua boca parece querer dizer mais do que a cabeça deixa.
Quando a mágoa se distrai, nossos corpos se desejam e completam, língua, boca, pele, pelos, pernas, líquidos... Tudo acontece, tudo é lindo...
Meu Deus, o que eu fiz com você, Dani?
Quanta dor, e por quanto tempo, você suportou?
O que houve com a vontade de me ver e estar ao meu lado a todo instante? Me ensine o que aprendeu, ou então esqueça.
Sei que aquela menininha está aí, tremendo dentro desta armadura, sei também quanto medo há nela, medo de sofrer denovo, medo de ser matratada e ignorada por este homem, que talvez tarde demais, se mostra tão amoroso
Falta inventarem uma forma de provar que este homem não mudará novamente, não vai se tornar insensível denovo
Falta inventarem uma forma de me fazerem não querer mais você, antes desse amor acabar sozinho.

Escrito por Paulo às 11h11
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É incrível o que acontece ao acordar, a primeira coisa em que Paulo pensa é em Dani. nesta segunda, ele já acordou pensando em ir ao trabalho dela para vê-la por uns segundos que seja. Depois de pensar um pouco, decidiu tomar outro caminho. Assim como viu nas cenas da noite anterior, resolveu não puxar mais Dani. Percebeu que pode estar piorando as coisas.

Como deve ser chato ficar toda hora ouvindo uma pessoa dizer que te ama sem você poder dizer o mesmo. Como deve ser constrangedor ficar dizendo "não" quando outra pessoa diz que quer te ver, que está com saudades e você quer ficar sozinho. Paulo sentiu-se dentro dos sentimentos de Dani e percebeu que já viveu a situação inversa. Antes era ele que ouvia que ela o amava e ficava calado, ele é que ouvia que ela tinha saudades e ficava quieto. A diferença é que ele nunca disse para que ela não fosse vê-lo, embora hoje veja que se tivesse feito isso, a relação não teria se desgastado tanto.

Escrito por Paulo às 10h02
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É estranho como certas palavras tocam a gente. Durante a leituras dos comentários novos que tinham chegado, Paulo lê "Existe vida após Dani". O comentário estava na foto, que removi. Silêncio, um vácuo se abriu na cabeça de Paulo. Talvez tenha sido a idéia de começar a se preparar de verdade para seguir sua vida sem ela.
Vem à cabeça dele uma imagem dos dois caminhando de mãos dadas num deserto e, de repente Dani dobra os joelhos e solta a mão. Paulo a olha e vê que ela não tem forças e nem intenção de proseguir. Mesmo chorando ela diz que não pode continuar. Relutante ele insiste, puxando-a com força, mas percebe que vai acabar machucando-a se tentar arrastá-la. Se olham em silêncio, ele levanta-se, quer muito estar com ela mas precisa seguir ou vai morrer ali se não chegar a um local seguro. Vira as costas e segue.
Essa sequencia ficou a noite inteira na cabeça de Paulo, que nem percebeu que dormiu e que já era hora de levantar.

Escrito por Paulo às 09h45
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Depois do cochilo, Paulo resolve ir ao Shopping Vitória. Precisa levar uma pulseira para retirar um elo (já que após emagrecer, o pulso afinou) e passear. Chegando lá recebe uma ligação da filial3 , que fica no shopping e vai fazer um atendimento. Resolve tudo e retorna para casa.
Fica ouvindo música um bom tempo, está sem ânimo para fazer a faxina semanal. Faz um lanche e deita novamente.
09:32h Como Dani não deu sinal de vida, Paulo liga. Ela está fazendo a janta e diz que não vai vê-lo. Ainda está com dor de cabeça e estressada, a famosa TPM. Paulo concorda que não seria agradável se encontrarem nessa situação, se despedem e desligam. Paulo ainda manda dois torpedos para complementar a conversa, toma mais umas garrafinhas e, antes de dormir, entra na net.

Escrito por Paulo às 09h34
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Ao acordar, percebe que Dani já deve estar acordada também e não ligou. Talvez o idiota tenha apagado o torpedo e a mensagem da caixa postal. Resolve ligar mas o aparelho de Dani continua desligado.
Várias vezes Dani o alertou de que não deveria ir até a casa da irmã. O ex é enturmado com os bandidos do bairro e ela teme pela integridade física dele. Paulo sempre acatou, mas diante da atual situação, resolveu pagar prá ver. Entrou no carro e foi ver Dani.
Chegando em frente à casa de Diana, ao sair do carro Paulo tenta ligar mais uma vez, o telefone continua desligado. Ao olhar para a garagem vê Dani chegando. Enquanto para ele foi alegria vê-la, nos olhos dela ele só viu tristeza. Ela mostrou-se calma, mas relutou em abrir o portão. Como Paulo insistiu em ficar ela o convidou a entrar.
Sentaram no degrau da varanda sem se tocar. Paulo contou da outra ligação que recebeu e que mandou torpedo e deixou mensagem na caixa postal. Ela disse que vai tomar providências, mas que ele deveria ir embora, antes que o ex passasse por ali e os visse juntos. Ela não quer "barraco" na casa da irmã. Paulo pergunta se eles poderão conversar mais tarde, ela responde que sim. Ele pergunta se hoje ainda, ela confirma.
Recomenda que Paulo vá direto para casa e não pare o carro em nenhuma situação dentro do bairro. Paulo vai embora. Chegando em casa resolve assistir à corrida de Stock Cars para distrair. Depois dorme.
 

Escrito por Paulo às 09h27
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Domingo, 08:00h Paulo acorda com aquele gosto de guarda-chuvas na boca. Toma um banho e vai caminhar na praia. São nove quilômetros para completar a orla de Camburi e, durante o percurso, Paulo pensa na vida, nas coisas do mundo, nos sentimentos que já teve por outras mulheres, como foi o fim com cada uma, quanto tempo levou para se recuperar das que lamentou perder. Sente cada vez mais distante a volta com Dani, embora todos digam que é só uma questão de tempo, que eles vão conseguir. Quanto tempo???
A caminhada de ida e volta dura duas horas. Paulo chega cansado, mas bem aliviado. Valeu a pena. Toma um banho e deita-se para um cochilo.

Escrito por Paulo às 09h17
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Depois de tomar mais seis garrafinhas de ICE, Paulo desaba às três da manhã.

Escrito por Paulo às 09h11
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Quando menos esperava, já em sono profundo, Paulo é acordado com outra ligação do aparelho de Dani. Novamente o prirralho perturbando. Começa um verdadeiro interrogatório, dizendo: "Você continua ligando prá ela, não é camarada?" Paulo responde que continua ligando, beijando, abraçando, amando muito e que sempre que ela permite faz até amor.
Ele pergunta quando foi a última vez que os dois ficaram e Paulo reponde que não tem certeza, mas que fora no meio da semana. O moleque desliga. Paulo tenta retornar a ligação, para falar com Dani mas, o aparelho já está desligado novamente. manda um torpedo e em seguida deixa uma mensagem gravada na caixa postal, pedindo à Dani que respeite sua dor e impeça o garoto de ficar fazendo esse tipo de brincadeira. Pede ainda que ela ligue logo cedo para ele, antes de ir à praia.

Escrito por Paulo às 09h09
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Por volta das 19:00h Paulo recebe uma ligação do aparelho de Dani, mas não é ela. O "ex", por ser amigo de infância e ter livre acesso à casa, acha o celular de Dani no carregador e resolve dar uma espetadinha em Paulo. Não há diálogo, o rapaz está tentando fazer com que Paulo acredite que Dani está com ele e desliga.
Paulo tenta retornar a ligação mas o aparelho está desligado. Tenta ligar para a irmã de Dani e quem atende é uma sobrinha. Ela diz que Dani saiu para o supermercado. Paulo começa a viajar em pensamentos, achando que Dani e o ex foram fazer compras juntos e o desgraçado ligou de lá.
De tanto tentar, finalmente Paulo consegue falar com Dani. Ela conta que tem deixado o celular no carregador o tempo quase todo pois, ele está com problema na bateria e que estava fazendo a janta e não sabia do ocorrido. Paulo pergunta se os dois vão se ver e ela responde que não, está passando mal, com muita dor de cabeça e quer ficar quieta. Diz ainda que no domingo irá à praia com a irmã.
Paulo se despede, lembra que a ama, deseja boa noite e desliga. E mais garrafinhas prá dentro, e mais fumacinha prá dentro. O ritual faz a pressão de Paulo cair e ele dorme.

Escrito por Paulo às 09h04
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A tarde passa no maior tédio, apenas deitado, ouvindo música, Paulo fica vendo o tempo passar.

Escrito por Paulo às 08h56
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Na manhã de sábado, uma surpresa: Cadê o celular!!! Paulo achava que em uma das idas ao bar, tinha deixado o aparelho cair. Liga para o número e percebe que está chamando. Ninguém atende. desesperado, bloqueia a linha e corre até uma loja de celulares para comprar outro.
Ao chegar em casa, cansado, deita-se para dormir. Já são 13:15 e antes de pegar no sono ouve um toque distante com o mesmo tom do despertador do celular antigo. revira gavetas, olha atrás da porta e nada. De repente, ao olhar melhor embaixo da cama e seguindo o som, encontra o danadinho. Ufa! Na segunda ele terá que devolver o aparelho novo. Ainda bem que o PROCON lhe reserva este direito.

Escrito por Paulo às 08h49
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Sexta à noite Paulo sai com a irmã. Os dois ficam numa pracinha no Bairro Jardim da Penha. Paulo precisa ver gente, conversar e pretende tomar um belo porre. Por volta das 23:00h Cristina, irmã de Paulo liga para uma amiga e é convidada para ir até Vila Velha continuar a bebedeira. Os dois vão e se unem à um grupo de oito pessoas que bebe, conversam e se distraem. Todos ali tem mais de 30 anos e a conversa é bem amigável.
Por volta da meia-noite, Helô, a amiga de Cristina os chama para mais uma esticada. Vão à uma boate chamada "Troops" ali mesmo em Vila Velha para uma noite country. Lá vai Paulo para mais bebida, por algumas horas a dor da perda de Dani não o incomoda. Dança, canta, brinca e bebe muito.
Lá pelas duas da manhã toca o sino! Ele já não pode ficar muito tempo ali, começa a se sentir anestesiado e nessas situações ele se conhece bem, pode apagar à qualquer momento. Chama a irmã, se despede da turma e parte para casa.
No caminho de volta estava difícil controlar o carro, não podia olhar direto para a frente, precisava se concentrar nas faixinhas brancas do chão que orientavam a direção. Sua preocupação maior era com Cristina, pois, se estivesse sozinho, caso acontecesse algo grave seria apenas com ele. Depois de deixá-la em casa, mesmo que sua mãe o houvesse convidado a dormir lá ele prefere ir para casa.

Escrito por Paulo às 08h45
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Atendendo à pedidos, minha foto foi retirada.

Escrito por Paulo às 07h51
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13/05/2005


Prá não dizer que nada aconteceu hoje, Paulo ligou para Dani por volta às 11:15h, ela estava quase se preparando para o curso. Perguntou o que ela fará à noite e ela, como sempre, responde: "Não sei. Por que?". Paulo responde que gostaria de vê-la e aproveita para perguntar se o concorrente (ex-namorado) a pertubou tentando reconciliar. Ela respondeu que sim, mas que nada mudou. Foi só isso até agora.

Escrito por Paulo às 16h44
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EU TE AMO NÃO DIZ TUDO!!!!

O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que
te ama, então assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Escrito por Paulo às 16h37
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Mais um:

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece?
Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.
Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.

Arnaldo Jabour

Escrito por Paulo às 16h30
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Para não deixar passar o dia de hoje em branco, uma vez que nada com relação à Paulo e Dani aconteceu até o momento, deixo aqui um texto do Jabour, ídolo meu que divide a admiração junto com Jô Soares e Pedro Bial. Gosto de ler textos inteligentes e que sempre acrescentam algo à vida da gente.

Crônica de amor - Arnaldo Jabour
 
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo
a porta.
 
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
 
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
 
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
 
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela
de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
 
Então?
 
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar
com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.
 
Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e inda assim
você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve
poemas.
 
Por que você ama este cara? Não pergunte prá mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert
Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita.
 
Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao resto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora
sexo.
 
Como um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
 
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não
funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
 
Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível, honesto existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família,
ta assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!
 
Pense nisso."
 
Arnaldo Jabour

Escrito por Paulo às 16h21
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Dani liga para Paulo às 18:00, está no salão esperando a vez. Paulo dá a notícia do exame e desligam. Ao chegar em casa, Paulo liga para Dani, diz que tem quase certeza de que não a verá mais tarde e diz que a ama, para que ela não esqueça e desliga. à meia-noite, Paulo manda um torpedo mas o celular de Dani está desligado.

Escrito por Paulo às 00h09
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12/05/2005


Descartada toda e qualquer possibilidade de Dani estar grávida. A confirmação do Beta HCG como não-grávida é definitiva. Dani ainda não sabe, mas logo vai ligar e Paulo a informará. Durante o último contato telefônico, às 14:50h, ainda não estava disponível o resultado. Paulo aproveitou para pedir desculpas pela forma aborrecida com a qual falou ao telefone pela manhã. Dani entendeu e desligou.

Escrito por Paulo às 16h17
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Na hora do almoço, Dani liga para Paulo. Ela vez outro exame BHCG, só para desencargo de consciência já que a ultra não apresentou nenhuma possibilidade de gravidez, e o resultado deve sair no final do dia. Como o cartão de identificação ficou com Paulo, ele vai entrar no site e pegar o laudo mais tarde. A conversa foi rápida, Paulo não está num dia bom e ela percebeu. Ele gravou o CD da banda Evanescence para ela, ficou na dúvida se deveria deixar com Janaína, onde ela vai fazer as unhas mais tarde, ou entregar pessoalmente. Decidiu em cima da hora que entrega depois.

Escrito por Paulo às 14h09
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Eu gostaria de pedir, se for possível é claro, que os amigos não tentem julgar Dani. Pode ser que em alguns momentos os acontecimentos provoquem revolta, inveja, incompreensão, mas, cada um faz da vida o que quer e do jeito que quer.

Se eu estivesse de fora, seria o primeiro a mandar o Paulo olhar prá frente, aguentar a dor e se amar mais. O problema é que só eu sei o que foi conhecê-la, machucada , cheia de traumas, inseguranças e medos. Com muita calma e paciência conseguir fazê-la reacreditar no amor que pode existir entre duas pessoas. Com carinho a fazer acreditar que uma pessoa pode sim, se dedicar e se preocupar com a outra como o faz consigo mesma. Eu a ensinei a sonhar, a sorrir novamente como criança, a chorar de alegria, a não conseguir terminar o dia sem me ver...

De repente eu jogo tudo fora e me torno outra pessoa, que nem consegue se lembrar do que escrevia em cartões, do que prometia, do que sonhava. Pensem na dor dela, pensem na decepção dela. Obrigado.

Escrito por Paulo às 08h33
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Paulo começa mais um dia se perguntando: "Até quando???".

Hoje começa o período mais difícil da semana, que só termina na segunda pela manhã. Provavelmente ele não verá Dani até, pelo menos, segunda-feira. À noite com fará as unhas, depois ou vai para a casa de Janaína ou para a casa da irmã mais velha resolver uns estranhos probleminhas que surgem do nada, como de propósito, e que sempre acabam levano Dani até lá. Mais estranho ainda é o fato do ex-namorado, usando o telefone da irmã, ser o portador das notícias. Na sexta ela sempre sai de casa para voltar apenas no domingo à noite ou segunda pela manhã, deixando o pai à vontade com a namorada.  Paulo a ouviu no telefone com o ex-namorado dizendo que, se o irmão mais velho a levar, ela quer ir à um baile funk. E, prá terminar, Paulo descobre que atualmente é um pré-candidato à namorado. Melhor do que nada, mas, muito menos do que imaginava que era.

Escrito por Paulo às 08h23
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11/05/2005


MEUS DIAS – Paulo Tenório

 

Tenho dormido junto à sua camisolinha. Agarro-me à ela e, sentindo seu cheiro ainda impregnado desde a última vez que a usou e suou em meus braços, mando pra longe toda a saudade que me aflige. Tento fazer passar antes das 23:00h toda essa dor e por mais uma noite não sentir a sua falta.


Eu sou o vazio desde o momento em que a vi se levantar e partir, me chamando de criança e dizendo que eu não imaginava o que estava perdendo.

 

Poderia ao menos ter deixado por aqui alguma esperança, não somente esse ar carregado de fracasso que envolve toda a casa.
Essa casa que já não possui o mesmo cheiro, essa casa onde as risadas se tornaram ecos e onde só se presenciam lágrimas sobre algumas fotos de momentos felizes, espalhadas por todos os lados.


Ainda debruço na janela durante boa parte da noite, enquanto não consigo dormir. Tenho esperança de ver o par de faróis de um certo Ford KA preto que, chegando e ali, estacionando, ficará a noite inteira quieto, parado, sem a menor intenção de levá-la a outro lugar antes do amanhecer.

 

Eu daria anos de minha vida se me devolvessem a rotina, os simples dias ao seu lado vendo desenhos bobos na televisão, filmes melosos no DVD, tomando café sozinho por acordar mais cedo e não querer tirá-la do seu sono, tendo a certeza de que você deixou o fogão todo sujo de arroz e feijão e o piso da cozinha cheio de gordura outra vez, para que eu limpe no domingo.


Incrível como ainda ouço o barulho das chaves e o ranger da porta todos os dias por volta das oito e meia e só assim percebo a diferença entre o ontem e o hoje. A notável diferença que sinto hoje em te ver chegando e te ver partindo sem saber quando, ou mesmo, se volta.

Sabe, você cuidou muito bem de mim. Eu ainda não tinha me dado conta das roupas, calçados e perfumes que tenho.


Deixei-a esquecida ali num canto qualquer, como se fosse um nada, da mesma forma que hoje faço com os comportamentos e opiniões que não me interessam mais...

Eu deixei de reparar em sua existência e importância e você se foi.

Você partiu e até hoje não quer, ou ainda não sabe se vai voltar...

 

 "

Escrito por Paulo às 16h15
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às 10:30h, Paulo acorda Dani. que ainda vai passar em casa para trocar de roupa e ir para o curso que está fazendo essa semana. Ela ainda tem tempo de passar no trabalho de Paulo para ler os últimos comentários e se atualizar com  os últimos posts. Paulo, ao chegar em casa vê uma cena simples, mas que toca seu coração: Dani deixou a camisolinha esticada sobre a cama, lavou a louça que estava na pia e esqueceu os brincos, pulseira e uma aliança de aço com o ideograma japonês que significa amor em ouro, idêntica à que Paulo também usa. Ele alomça e dorme um poquinho. às 13:30h Dani liga quando Paulo já estava se levantando para se arrumar e voltar ao trabalho. os dois conversam um pouquinho, Paulo comenta a cena encontrada. Ela prefere uqe Paulo não publique fotos dos dois no blog, pelo menos por enquanto. Dani ainda não quer admitir, mas, Paulo insiste em dizer que os dois já voltaram e que estão bem. Segundo ela, ainda não.

Escrito por Paulo às 14h11
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Paulo acorda às sete horas, enche Dani de beijinhos e ela pede para ser acordada às 10:30h, mas não resiste e levanta com Paulo. Ele toma banho enquanto Dani vigia a água que está no fogo para fazer o chá de boldo que Paulo toma todos os dias pela manhã para controlar a psoríase. Ele se arruma, começa mais uma seção de beijinhos e, finalmente, vai para o trabalho.

Escrito por Paulo às 08h30
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À tarde, Paulo escreve um cartão para Dani. Falta espaço para tanto à escrever, mas ele dá um jeito: Vai dividir em dois. O primeiro foi entregue  antes de Dani sair com Janaína. A noite foi coroada com mais uma noite de amor entre os dois, Dani chega na casa de Paulo por volta de meia-noite, toma um banho, veste a camisolinha que deixou prá trás quando terminaram, conversaram muito, fizeram amor e dormiram agarradinhos por volta das três da manhã.

Escrito por Paulo às 08h27
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10/05/2005


Durante a ida para o trabalho, os dois brincam no trânsito. À mais de 120Km/h, trocam beijinhos pelo retrovisor. O carro de Dani é mais potente e ela não tem medo de pisar, mas Paulo negocia melhor as ultrapassagens no trânsito e consegue ficar à frente a maior parte do percurso comum aos dois. Paulo está feliz por Dani estar se esforçando para resgatar a harmonia entre eles, mesmo ainda declarando medo de acreditar neste homem que têm se mostrado decidido a amá-la para o resto da vida. Ela contou que ainda não se convenceu de que, durante o tempo que Paulo a maltratou, não o tenha feito de caso pensado, por maldade.

Escrito por Paulo às 13h48
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à noite ela combinou de encontrar-se com Janaína, a sua amiga e manicure, para irem ao Shopping. Paulo levará para a ginecologista o resultado da ultra e, quem sabe, fechar o dia com Dani novamente. Atualmente, no ranking de Dani ele se encontra após o sono, a irmã mais velha, uma sobrinha, um sobrinho, o pai e a amiga Janaína. Para quem acha pouco, já foi bem pior. Paulo já esteve em primeiro lugar e não soube aproveitar, agora ele tem que batalhar duro para subir novamente neste ranking e voltar a ocupar o topo.

Escrito por Paulo às 13h42
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Os dois ficam decepcionados, mas a vida continua. Eles saem da clínica e vão para a casa de Paulo, que fará massagem nas costas de Dani e, de quebra, ainda vai preparar o almoço. No cardápio improvisado serve arroz fresquinho, feito na hora; feijão e tekitos. Dani se oferece para ajudar, mas, Paulo não aceita, pede que fique deitada de bruços para que ele faça a massagem enquanto o feijão ferve e o arroz cozinhe. Com hidratante, Paulo lambuza as costas de Dani e começa o trabalho de massagear a mulher amada. De vez em quando corre até a cozinha para vigiar o arroz. Durante a fritura dos tekitos, se distrai beijando Dani e sapeca os pedacinhos de frango empanados. Os dois comem e Dani aprova os dotes culinários de Paulo, ela só conhecia o famoso macarrão à bolonhesa com molho de queijo que ele preparava vez ou outra.

Escrito por Paulo às 13h35
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Manhã de Terça-feira - Dani liga às 10:00h, já está na clínica para fazer o ultra-som. Paulo corre na loja da esquina e compra uma fita VHS, quer registrar tudo. Chegando lá, tremendo e gelado encontra Dani. Os dois se beijam e ficam sentados juntinhos, com Dani recostada no ombro dele. Por estar com taquicardia e tremedeira, Paulo se declara portador do mal de "PAIrkinson". Os dois entram na sala, Paulo entrega a fita à médica que começa a percorrer o útero de Dani à procura do bebê. É muito triste ter que comunicar que Dani não está grávida, de qualquer forma ainda fará a confirmação de outro Beta HCG, mas, são mínimas as possiblidades.

Escrito por Paulo às 13h30
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09/05/2005


Mais tarde, Dani liga novamente. Conversam um pouquinho sobre como foi o dia e Dani diz que está com muito sono. Vai até o posto de gasolina abastecer, comer algo e voltar prá casa e dormir. Explica a Paulo como chegar na clínica, conta como explicou à irmã caçula (Gaby) o que é a atual relação com Paulo, um "quase namoro". Finalizou mandando um beijo à Paulo, o que raramente tem acontecido. Normalmente a despedida é com um simples tchau. Paulo se sente bem depois da conversa, acredita que está conseguindo dar à Dani o espaço, liberdade e tempo de que ela precisa para se recuperar do trauma e conseguir pensar na possibilidade de reatarem. A luta continua, mais uma vez agradeço aos comentários de apoio e torcida para um final feliz. Agora vou dormir.

Escrito por Paulo às 22h59
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18:56 - Dani ligou, estava na clínica da ginecologista (não vou citar o nome por enquanto, somente depois de ver um comentário dela). Foi buscar a requisição do exame de amanhã e o possível bebê já ganhou o primeiro presentinho: sapatinhos!!!

Escrito por Paulo às 22h54
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Na hora do almoço, Paulo recebe uma ligação de Dani. Os dois conversam e ele pede à ela que faça agora uma ultra-sonografia. Ela desliga, fala com a médica e marca para amnhã às 10:30h o exame. Paulo vai acompanhá-la e prometeu estar presente em toda e qualquer consulta feita por ela. Paulo comenta ter levado uma foto dela pro trabalho e ela diz: "Depois de quase quatro anos?". Paulo diz que em outra oportunidade já manteve outra lá, mas que, depois de algumas mudanças feitas na sala, acabou levando de volta prá casa. A ligação termina sem ficar claro se vão se ver hoje, ela ficou apenas de ligar para dar o endereço completo da clínica onde fará o exame.

Escrito por Paulo às 14h32
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Final de tarde de domingo, Paulo instala no computador o CakeWalk e monta o arranjo da música que fez para Dani. Ela não liga como havia prometido, mas o sono não deixa Paulo pensar no assunto, ele dorme fecha a semana sem solução sobre sua vida sentimental.

Escrito por Paulo às 09h08
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No dia seguinte, Paulo escreve outra carta, desta vez leva pessoalmente para Dani. Chegando em frente à casa dela, joga o envelope na garagem e vai embora. Ameaça chover e ele resolve esperá-la voltar para casa. Fica esperando muito tempo, até que vê os faróis do carro de Dani. ela pára atrás dele e vai até a janela. Paulo conta onde jogou  o envelope, pega nas mãos de Dani, na cintura, beija carinhosamente as mãos dela e vai embora. Dani lê a carta e ficam no telefone quase três horas. É dia 26 de Abril, no dia seguinte Paulo cria este blog e começa a detalhar o desenrolar desta história. A mãe de Paulo ouve tudo e aconselha-o a deixar o tempo falar ao coração de Dani. Paulo se despede da mãe e vai prá casa.

Escrito por Paulo às 09h06
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Paulo promete ao namorado de Dani não ligar nem mandar mais torpedos. Escreve uma carta dizendo tudo o que está sentindo e envia por um moto-boy para Dani. à noite, ao chegar em casa ouve o bip da secretária eletrônica avisando que havia uma mensagem. É dani, chorando dizendo que recebeu a carta. Paulo sente  como se uma fogueira o queimasse de dentro para fora.

Escrito por Paulo às 08h59
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No domingo à tarde, um número estranho tenta falar com Paulo à cobrar. Paulo não permite e a pessoa insiste por muito tempo. à noite Paulo liga para Dani, no desejo de perguntar se ela conhecia o número, uma voz masculina atende se dizendo namorado dela e que o número desconhecido é do celular dele. O mundo desaba sobre Paulo.

Escrito por Paulo às 08h55
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Nesse momento cai a ficha: DANI. É sábado, dia do aniversário de Dani. Paulo liga logo cedo e dá os parabéns a ela, que ainda dormindo agradece e desliga. Durante todo o dia ele pensa nela. à noite manda outro torpedo, e outro. Resolve ligar, foi o primeiro à dar-lhe os parabéns e quer ser o último também. Dani não atende. Manda um torpedo dizendo que quer se casar com ela e vai dormir. O telefone toca, mas o corpo de Paulo não reage e ele não atende, é o toque identificador de Dani.

Escrito por Paulo às 08h53
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Paulo e Caio não conseguem se entender, o adolescente de treze anos não se adapta à disciplina importa por Paulo, que reolve mandá-lo de volta para a mãe. Caio parte, Paulo fica agora completamente sozinho, do jeito que precisava para repensar sua vida.

Escrito por Paulo às 08h50
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Um belo dia, cansada de tentar conversar e sempre ouvir as mesmas respostas negativas de Paulo, Dani desiste. Chama Paulo de criança, se levanta e vai embora. Uma semana se passa sem contato entre os dois. O único encontro que tiveram após foi com a desculpa de Dani devolver uma caneta para escrever em CDs. os dois conversaram no carro de Dani. Neste ponto Paulo já cogitava uma reconciliação, mas, Dani já estava conformada com a separação e só falava na indenização que queria portudo o que comprou para a casa. Paulo diz que não tem como indenizá-la e que, se ela quiser, é só entrar na justiça e deixar o juíz decidir. Paulo pede as chaves da casa que ainda estão com Dani que, muito relutante, acaba entregando e vai embora. Paulo fica triste por sentir que Dani não esboçou em nenhum momento ânimo para reconciliar. Preocupado com o clima entre os dois e liga para ela. Os dois conversam bem, como se não estivessem brigados, como se ainda se amassem.

Escrito por Paulo às 08h47
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Para piorar as coisas Caio, filho de Paulo, resolve morar com o pai. Não demorou muito para os ciúmes dos dois causarem outra crise entre Paulo e Dani. Paulo chegou ao ponto de dizer que entre os dois, optaria pelo filho e que Dani deveria dar um jeito de aprender a conviver com o menino, se quisesse estar ao lado dele. Dani, por amor, mais uma vez cedeu e mudou completamente o comportamento com o garoto, conseguindo conquistar o respeito e admiração dele.

Escrito por Paulo às 08h41
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Dani vivia insistindo para que os dois conversássem, esclarecessem o que estava acontecendo, mas , Paulo estava anestesiado e não esboçava nenhum interesse em dialogar, só pensava em ficar sozinho. Com Dani ao lado, morria de sono e a mandava embora. Assim que ela saia, o sono passava e ele ficava assistindo TV ou algum filme pornô que tina no micro. Dani suportou essa situação por muitos meses bravamente. Não eram poucas as noites em que Paulo acordava com os soluços dela, chorando.

Escrito por Paulo às 08h38
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Paulo conta à mãe que estava tudo muito bem entre os dois. Depois da saída dele para morar sozinho, tudo indicava que iria melhorar. Saia com Dani para comprar as coisas: Jogo de quarto, geladeira, fogão, lençóis, tapetinhos, armários de cozinha, tudo era comprado de comum acordo. Os problemas começaram quando as finanças desequilibraram e Paulo começou a ficar estressado. Para piorar, surge nas mãos e pés de Paulo uma crise de psoríase (descamação de pele). Paulo começou a ignorar Dani, ela chegava e ele mal olhava para ela, trocavam poucas palavras e transavam, no máximo, uma vez por mês. Não havia carinho, não havia atenção, não havia nada.

Escrito por Paulo às 08h36
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Discutem mais e mais, Dani chega a querer ir embora e é detida por Paulo, que consegue acalmá-la e, depois de uma massagem nas pernas (que ela adora), consegue fazê-la dormir. Paulo faz carinhos em Dani a noite toda, sempre sussurrando em seu ouvido o quanto a ama, o quanto a quer. Pela manhã Dani acorda bem, come mais um crepe e vai para a casa da irmã (que considera sua mãe). Após chegar ao restaurante onde levara sua irmã para almoçar, Dani liga para Paulo, está calma, meiga. Paulo conta que foi à casa de sua mãe pedir colo, que conversaram muito sobre o que ele tem feito da vida. Paulo lamenta ter perdido Dani graças à falta de diálogo, carinho e companheirismo. Foi a primeira vez em que ele se abriu com a mãe sobre o acontecido.

Escrito por Paulo às 08h28
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à noite, Dani vai para a casa de Paulo, novamente sente vontade de comer crepe, pede dois. Paulo vai até a pracinha da igreja e compra quatro. Ela devora dois e deixa os outros dois no forno. Começam a assistir ao filme "O GRITO", mas, Dani começa a cochilar e Paulo não gosta do enredo. Desliga tudo e vão dormir. Paulo tenta namorar mas Dani começa a rejeitá-lo. Ele insiste e os dois começam uma nova discussão. Parece que a madrugada de sábado, que fez tão bem à Paulo foi somente um momento de trégua, a luta pela conquista do amor de Dani ainda vai render muitos posts neste blog.

Escrito por Paulo às 08h14
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Tarde de sábado (07/05/2005) - Paulo ficou conectado a tarde toda e nada do resultado ser liberado. Dani, que fazia compras no shopping com a sobrinha, também ligava toda hora. Por volta das 17:00h Paulo resolve ligar para a central do laboratório e descobre que o resultado está pronto, mas, como foi a única coleta de Jardim Camburi e a atendente, embora tenha sido solicitado, não tenha colocado a observação de urgência, eles iriam publicar na segunda. Paulo explicou a situação e teve a liberação na hora. Entrou no site do laboratório e viu o resultado: "Não conclusivo, deverá ser repetido em 5 dias. Existem várias explicações para o fato: Dani pode não estar grávida, e sim com um cisto uma vez que o exame local da médica acusou a presença de uma "bolinha" na região onde estaria um bebê em caso de gravidez; problemas psicológicos devido à separação; a continuidade do uso do anti-concepcional. Portanto, oficialmente, Dani não está grávida, mas conserva os sintomas e reações de uma grávida, inclusive com mudança na cor da pele e alterações nos seios.

Escrito por Paulo às 08h10
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07/05/2005


Manhã de Sábado, os dois levantam cedo, tomam um rápido café da manhã e vão coletar o sangue para o exame. às 09:30h Dani vai depilar e Paulo dá uma passado no trabalho. O resultado do exame sairá à tarde.

Escrito por Paulo às 09h43
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Passados alguns minutos, Dani liga para Paulo dizendo: "Cabem mais dois aí?". Paulo se desmacha e responde que sim. Dani avisa que está entrando no bairro e Paulo desce paras recebê-la. Os dois conversam, Dani está bastante receptiva. Se abraçam, se beijam e fazem amor, de uma forma que nunca fizeram antes: sem pressa, com muito carinho com muito cuidado. Tomam banho juntos e conversam o tempo todo sobre o futuro: casamento, filho, parentes, etc.

Escrito por Paulo às 09h41
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Paulo liga para a Casa de Dani, quem atende é o pai. Paulo acaba revelando a suposta gravidez, que os dois não estão mais juntos e que Dani até já tem outro namorado. Depois de conversarem algum tempo, Paulo deixa clara a intenção de casar e viver feliz com Dani, mas , depende dela aceitar. Paulo liga para Diana e quem atende é Dani. Ela fica nervosa ao saber que Paulo contou a verdade ao pai dela e desliga na cara dele. À meia-noite, Dani manda um torpedo:"me desculpe porter ficado nervosa, amanha eu te ligo antes d fazer o exame". Outro torpedo:"tente dormir".

Escrito por Paulo às 09h39
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06/05/2005


Amigos, torçam por mim!!! Não sei como será essa noite, mas, amanhã de manhã posto o que acontecer.

Escrito por Paulo às 22h35
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Ficou combinado entre os dois de se encontrarem na manhã de sábado para a coleta do sangue. à tarde, se tudo der certo, conseguirão o resultado. Só resta à Paulo esperar. O relacionamento continua aberto e Dani se propõe a pensa no que será dos dois (ou três), depois do resultado. Direito dela, vamos respeitar.

Escrito por Paulo às 22h34
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Paulo pede que Dani passe a noite na casa dele. Ela se nega dizendo que precisa ver o pai, entregar o celular que será trocado amanhã, ou seja tudo era motivo para não ficar. Quase discutindo e já chorando, Dani diz que quer ir embora e pergunta à Paulo como é que pode pensar em casar com um homem com o qual não consegue passar quatro horas seguidas sem querer ir embora? Paulo fica quieto e apenas pede para que Dani não se aproxime do namorado até saber oficialmente que está grávida. Dani não dá ouvidos e sai, provavelmente para a casa da irmã onde já se encontra o namorado de Dani.

Escrito por Paulo às 22h32
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Dani pede para entrar na internet e ver o blog. Paulo conecta e ela fica lendo os posts. Se mostra indignada com a declaração de Paulo de que abandonou os amigos por ciúmes dela e observa que a maioria dos comentário está falando mal dela. paulo explica que como só ele está escrevendo, é normal que as pessoas tomem partido dele. Oferece o espaçõ à Dani para se manifestar mas ela se nega. Apenas deixa um comentário. Conta também que Janaína conversou com ela sobre a ligação de Paulo a convidando para papear e que a chamou de boba e otária por estar desprezando esse homem. Não entrou muito em detalhes sobre o assunto, apenas isso.

Escrito por Paulo às 22h29
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Dani chega e Paulo desce para recebê-la. Ela entra, faz xixi e deita na cama. Paulo deita-se ao laco e começa a tentar ouvir o coração do feto. Não consegue, resolve ficar fazendo carinhos na barriga dela até que pergunta se ela está com fome e deseja comer algo. Dani sente desejo de comer crepe suíço de queijo com presunto. Paulo levanta, feliz da vida e vai rodar a cidade atrás do desejo da amada. Roda todo o bairro e nada. resolve ir então ao bairro vizinho, Jardim da Penha, onde sabe que existe uma senhora que prepara o crepe. Compra quatro e leva para Dani, que os devora compulsivamente até lamber os palitos. 

Escrito por Paulo às 22h25
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Paulo pede para acompanhá-la na coleta do sangue e na busca do resultado e Dani aceita. Paulo não se sente bem em nunhum lugar da casa, anda de um lado para o outro sem saber o que fazer até Dani chegar.

Escrito por Paulo às 22h22
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Paulo não aguenta e explode de choro compulsivo de alegria e tristeza. Não aguentando a barra, liga para o trabalho de Dani. Paulo gaguejando e sem conseguir montar direito as frases, pergunta à Dani por que ela fez isso com ele, pegar uma requisição de exame de gravidez. Dani responde que fez por ele e não pelo namorado. Conta que está usando camisinha com o namorado e que a concepção se dera em fevereiro, provavelmente na última transa do casal, que já não usava mais camisinha, embora ela tomasse pílula.

Escrito por Paulo às 22h20
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Falando sozinho no caminho de volta, Paulo resmunga "Agora fico maluco de vez!". Só falta ela ter transado sem camisinha e engravidado do moleque. Já faz algum tempo que Paulo e Dani não transavam. Estresse, dívidas, cansaço e para completar a falta de libido causada por corticóides em Paulo não permitiam que o casal se amasse. Se der positivo, é praticamente certo que será de Paulo, pois, já estará com três meses. Paulo pode se tornar o homem mais triste ou feliz do mundo. Na hora vem uma lembrança de uma das despedidas de Dani quando ela dizia que Paulo se animar e voltar a trabalhar com dedicação, como antes da separação pois tinha dois, talvez três filhos para sustentar. Ela falou isso por já ter suspeita.

Escrito por Paulo às 22h17
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15:35h - Dani liga e faz um pedido à Paulo: Que pegue uma requisição de exame na clínica de sua ginecologista. Na hora, Paulo atende ao pedido e se desloca até a clínica. No caminho sente vontade até de conhecer a médica, mas, ao pegar a requisição, mesmo sem querer seus olhos vão direto ao dedo da secretária que confere os nomes e o pedido: BHCG e no diagnóstico está escrito: "Atraso menstrual - Gravidez". Paulo fica gelado e nem toca noassunto de conhecer a médica.

Escrito por Paulo às 22h11
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Paulo entrega os últimos posts do blog para que ela leia, comenta o terceiro lugar e a indicação do UOL. Ela está emocionada mas se controla. Os dois não se tocam, Dani tenta limpar cinzas de cigarro na camisa preta de Paulo, toca o cordão e o pingente de São Jorge e recolhe a mão. Despedem-se.

Escrito por Paulo às 22h07
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Dani chega no trabalho e é recebida pela galera que fica a olhar hora para um, hora para outro na expectativa do encontro. Os meninos, que já viram Fabrício na escola, ficam repetindo "ele é mais bonito!" , se referindo à Paulo, as meninas ficam mais próximas tentando ouvir algo. Uma até se posiciona atrás de Paulo para tentar ouvir a conversa. Um dos meninos comenta baixinho "Se você fosse namorado dela inda, teria um monte de filhas".

Escrito por Paulo às 22h05
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De longe, o Clube da Luluzinha somente observava e cochichavam umas com as outras, colocando a mão na boca e dando risadinhas. Ao ouvirem que Paulo era o "ex", correram para perto e olharam-no de cima a baixo de boca aberta. Paulo se apresentou e perguntou os nomes de cada uma. Comentaram que Dani disse que o novo namorado dela é magricela e Paulo Concluiu "e eu era o gordinho!". As meninas disseram que ele não era gordinho e sim, bonito, saindo correndo e rindo.

Escrito por Paulo às 22h02
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Paulo, depois de passas rapidamente pelo trabalho, não suporta o silêncio, tem que ver Dani. Mesmo que isto demonstre fraqueza, vai até o trabalho dela e a espera chegar. Lá é rodeado pelos alunos dela que se apresentam em dois grupos: O clube do Bolinha e o da Luluzinha. O do Bolinha chega primeiro atraído pelo carro, chamando as travos do capô de "piercings do carro". Perguntam se Paulo é o namorado da Tia Dani, chegando à chamá-lo de Fabrício.

Escrito por Paulo às 21h58
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05/05/2005


O objetivo inicial é só um bate-papo mesmo, Paulo não tem amigos para sair, conversar e roquear. Dani era muito ciumenta e ele acabou abrindo mão das amizades. Até com as colegas de trabalho ela criava caso. Agora Paulo avalia o quanto vale uma amizade e que nenhum amor deve se colocar entre dois amigos. Os amores vão os amigos ficam. Dependendo do clima, Paulo se sente à vontade para investigar a vida de Janaína e medir uma possibilidade de algo mais, mas , tudo vai depender do primeiro encontro. É possível que Janaína tenha namorado ou tenha voltado com o pai do filho dela, mas, tudo é uma possibilidade.

Escrito por Paulo às 23h37
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Janaína atendeu a ligação de Paulo, que, depois de se identificar, a convidou para sair e conversar. Ele foi bem claro, precisa de alguém para desabafar e contar o que está se passando e que há alguns dias que não fala mais com Dani. Janaína pede os telefones de Paulo e promete ligar confirmando quando puder dar atenção, hoje ela saírá muito tarde do salão e não poderá conversar com ele.

Escrito por Paulo às 23h34
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Paulo continua sem notícias de Dani. Hoje à tarde ele resolveu ligar para Janaína, a manicure de Dani. Janaína já foi pivô de várias cenas de ciúmes de Dani, pois, ela sempre perguntava por Paulo mesmo o tendo visto apenas uma vez na vida. Dani sempre dizia "Chega junto!", "É só chegar!", "Pega que tá fácil prá você", etc.

Escrito por Paulo às 23h32
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Obrigado pelos comentários carinhosos, de apoio, até mesmo pelas consultas de alguns. O objetivo é esse: fazer amizades novas, compartilhar o conhecimento que venho adquirindo na dor e receber ajuda. Continuem visitando, opinando e me ajudando a viver um dia de cada vez. Talvez um dia seja criado um novo blog, falando do meu próximo amor, mas ainda é cedo para pensar nisso. Só estarei pronto para um novo amor depois que resolver todas as pendências atuais. A minha casa ainda cheira à Dani, as minhas coisas ainda são dela também.

Escrito por Paulo às 12h30
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Gostaria de agradecer, de coração, à todos os amigos que têm vindo acompanhar essa história de amor. Paulo e Dani realmente existem, tudo o que escreve aqui submeto a ela antes ou pouco depois, para sempre ter aprovação e evitar um processo futuro. Talvez esse blog um dia vire livro ou, pelo menos, matéria do Fantástico, mas no momento é onde me apego para desabafar e compartilhar com outras pessoas que tiveram a alma gêmea na mão e a mandaram ir embora.

Escrito por Paulo às 12h28
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Sexta-feira 12:24 - Nenhuma notícia de Dani. Ainda às voltas com a amigdalite, Paulo teve que fazer uma drenagem. Foram 10ml de puro pus.  desculpem, mas é a única palavra que descreve a coisa!!! 

Escrito por Paulo às 12h24
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04/05/2005


Manhã de quarta-feira 05/05/2005. Paulo precisa ir ao escritória para realizar o fechamento oficial do mês. Feito o trabalho, atualiza este blog pretende ir embora. O coração apertado por não ssaber como será sua vida sem Dani. A vida continua, em algum lugar do planeta existe alguém se preparando para conhecê-lo e amá-lo. Ele há de encontrar essa pessoa, enquanto isso esse blog continuará informando, dia a dia, qualquer novidade sobre o caso.

Escrito por Paulo às 08h35
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Dani liga, começa a conversa e Paulo mais uma vez tenta reconquistar o amor de Dani, mas no momento issso parece impossível. Éla é irredutível nem se permite pensar no assunto. Os dois combinam de não se procurarem mais. Paulo avisa a Dani que terminou a música que fez prá ela, os dois se despedem e vão dormir.

Escrito por Paulo às 08h26
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A noite chega, nenhuma notícia de Dani, Paulo assiste ao filme ROMASANTA e, por volta de meia-noite, após tomoar seu último tylenol do dia, resolve ligar para Dani. Ela está em casa arrumando a irmã para dormir e diz que retorna a ligação em seguida.

Escrito por Paulo às 08h22
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Indo para casa, Paulo aguarada um contato de Dani, que aconte às 15:40. Os dois conversam rapidamente e dani desliga, dizendo que liga mais tarde para saber como ele está. O telefone não para de tocar pois, no trabalho, ficaram muitas tarefas inacabadas ou pendentes do fechamento do mês. Paulo atende, dá as orientações e permanece o tempo todo deitado, vendo televisão.

Escrito por Paulo às 08h20
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Amigdalite grave. Tres dias de Atestado, uma bezetacil 1200 e antibióticos durante cinco dias...

Escrito por Paulo às 07h57
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03/05/2005


Primeira má notícia do dia: Sua garganta está mais fechada do que antes e, no nariz, haviam sinais de hemorragia.

Escrito por Paulo às 09h05
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Foi uma noite muito tranquila. Paulo desmaiou logo após se despedir de Dani no telefone. Por sorte acordou no horário, pois, havia desativado o alarme do celular. Agarrando os lençóis com os quais Dani se enrolara ao assistir ao filme, sentiu seu cheiro. Era a injeção de ânimo que precisava para levantar e começar o dia.

Escrito por Paulo às 09h05
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O papo ainda prossegue por alguns minutos, Paulo anda falante, Dani além de ser muito auditiva não lhe dá outra oportunidade de expressar os sentimentos que não seja através de frases, cartas, torpedos. Paulo sabe que o resultado dessas armas é muito lento e em alguns casos até inútil, mas são as unicas quue tem para usar. O oponente tem uma série de armas poderosas nas mãos e vem sabendo lutar bem, volta e meia golpeia brutalmente a armadura de Paulo, que ainda resiste

Escrito por Paulo às 09h01
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Alguns minutos depois, Dani liga para dizer que chegou e manda Paulo dormir, ele responde que está sem sono e pede que ela sonhe com ele. Dani responde que já faz isso todos os dias. Mesmo quando acorda de madrugada para ir ao banheiro, ao voltar para a cama o sonho prossegue. Sem que Dani possa perceber Paulo sorri e chora.

Escrito por Paulo às 08h57
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Os dois descem, Paulo acompanha Dani até seu carro, ela vai embora.

Escrito por Paulo às 08h54
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Paulo pede para que ela pare de procurar em outras pessoas o que quer dele. Pede uma chance para mostrá-la que existe nele o que ela busca, ela diz que não está preparada.

Escrito por Paulo às 08h54
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Dani, muito emocionada revela à Paulo que o namorado a faz lembrar dele no início do namoro e Paulo se entristece. pergunta por quê ela está procurando em outro o que quer dele? Dani responde que nos últimos meses vinha procurando, mas que não conseguia mais achar.

Escrito por Paulo às 08h53
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O filme acaba, Paulo tira o DVD do player, enquanto Dani continua deitada. O clima sugere diálogo. Os dois começam a conversar e Paulo começa a fazer carinhos em Dani. Depois de algum tempo ela reage faz alguns também, depois um abraço, até que os selinos começam.

Escrito por Paulo às 08h51
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Dani entra, Olha as fotos, comenta cada uma. Paulo acompanha com uma certa distância para deixá-la à vontade durante o passeio fotográfico pelos vários lugares por onde passaram. Depois Paulo põe sal na pipoca, enche um copo de refrigerante e os dois começam a assistir ao filme. Se divertem muito sem trocar sequer um olhar

Escrito por Paulo às 08h42
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Em poucos minutos Dani chega, Paulo joga as chaves pela janela, pois, já está de pijama e não pretende se vestir para buscála na portaria.

Escrito por Paulo às 08h39
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Dani pergunta o que Paulo está fazendo e ele responde que estava começando à assistir ao filme "As Branquelas". Ela pergunta se as fotos ainda estão no lugar e Paulo responde afirmativamente. Dani pergunta se paulo não irá convidá-la para assistir ao filme e Paulo responde "Se quiser pode vir, a casa é sua". Dani diz que vai fazer pipocas no microondas antes de ir.

Escrito por Paulo às 08h38
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Sem reconhecer de imediato que era, Paulo atende e espera a pessoa se identificar, e pela pergunta feita veio a confirmação: Era Dani. Ela queria saber o motivo pelo qual a mãe de Paulo havia ligado para ela, que, como estava no banho também não pôde atender. Paulo responde que não sabe.

Escrito por Paulo às 08h35
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Logo em seguida o mesmo telefone fixo toca. Quem será???  É Dani.

Escrito por Paulo às 08h33
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Saindo do banho, enquanto enxuga os pés, sobre a cama, o telefone fixo toca. É seu padrastro o chamando para ficar na casa dele até a recuperação total da dengue, que agora ataca violentamente a garganta. Paulo agradece mas prefere ficar em casa. Caso sinta que está piorando e tema ter uma aí então ele iria.

Escrito por Paulo às 08h33
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Paulo, recuperado do estresse do trânsito vai tomar um banho. Como o carro já está na vaga certa debaixo do prédio, após o banho ele já põe o pijama, pois não pretende mais descer.

Escrito por Paulo às 08h30
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Dani está por toda parte ainda, talvez por isso Paulo sinta o astral do lugar, afinal de contas tudo ali tem um toque dos dois, não foi uma criação dele, é o mundo dos dois.

Escrito por Paulo às 08h28
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Noite de segunda-feira. Paulo Chega em casa tranquilo, durante o trajeto do trabalho para casa se sente aliviado. Não entende direito o que está acontecendo com o seu emocional. Chega a temer estar fazendo um curso de "corno manso", aquele que sabe que a mulher tem outro mas não toma nenhuma providência, se bem que, no momento o "corno manso" é o outro, e ainda bem, pois o dito cujo tem um irmão pistoleiro com quem não vale à pena ter diferenças.

Entrando em casa sente um ambiente calmo, sereno. A casa cheira à casa limpa, tudo está no seu devido lugar. Finalmente ele sente prazer em ficar dentro daquele lugar.

Para descontrair resolve ouvir eminem enquanto troca de roupas, e se estica um pouco sobre a cama.

Escrito por Paulo às 08h27
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02/05/2005


Paulo conversou com um velho mestre exotérico de Petrópolis por telefone e, lhe contando de seus sentimentos por um alguém especial, falava das dificuldades e obstáculos que encontra para amar. Então o Mestre citou Paulo Coelho: Que amor é esse seu? Existem 3 tipos de amor - Eros, Philos e Ágape. Qual tipo de amor é o seu? Você já parou prá pensar nisso?

Paulo responde que sim, já refletiu muito sobre que tipo de amor é esse seu e que,Infelizmente, não chega à conclusão alguma, porque com certeza ele é Eros, mas se o é como também pode ser Ágape?, como pode também ser Philos? Paulo pergunta se existe um amor assim ou seu amor não existe? Se não é Ágape como pode amar incondicionalmente como ama? Se não é Eros como pode faltar-lhe o ar e estremecer todo seu corpo diante da imagem da pessoa amada? Se não é Philos como pode sentir tamanha compreensão e carinho que brota de seu ser apesar de tudo o que está se passando?

Que tipo de amor é esse meu?

Tão intenso como o amor dos amantes, como a paixão.

Tão terno e tranquilo como o amor dos amigos, como a amizade.

Tão incondicional que nada deseja em troca, só estar junto, abraçando, fazendo carinho, olhando prá ela?

Que amor é esse?

 

Escrito por Paulo e Dani às 14h30
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Quase...
(Luiz Fernando Veríssimo)

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que  poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

 

 

Escrito por Paulo e Dani às 13h57
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Paulo aproveita a hora do almoço para ir até o trabalho de Dani e lá deixa um envelope contendo duas cartas. Na primeira se encontra o texto produzido na madrugada de sexta para sábado, sob o efeito da febre causada pela dengue. Na segunda está uma cópia das alterações no blog desde o último encontro dos dois. Paulo almoça ali perto e antes de ir embora liga para Diana dizendo "Agora a casa caiu! Que merda, hein?". Diana tenta tranquilizá-lo dizendo que lamenta não ter avisado que o garoto estava lá, assim poderia ter evitado a ligação. Mas Paulo insiste em dizer que foi melhor assim, que precisa levar umas porradas mesmo prá ver se fica esperto e que seguiu uma voz interior (atribuída ao avô delas) para ligar. Em todas as dificuldades do casal, essa voz sempre indicou os caminhos a serem seguidos pelos dois e, se agora é mesmo o momento do fim, nada melhor do que deixar que essa voz que sempre os uniu agora os separe. Diana é da opinião de que agora, pelo menos, Dani decidirá definitivamente o que fazer da vida, não tem como adiar. Ela se oferece para ouvir Paulo quando precisar.

Se Shakepeare fosse Paulo e vivesse esse momento, teria escrito Hamlet com um crânio na mão dizendo: "Amor ou Sexo, eis a questão".

Paulo se despede de Diana, pois, já está na hora de Dani chegar e ele não quer ser visto por lá.

Escrito por Paulo e Dani às 13h44
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Paulo sente vontade de falar com Dani, e ao ligar, quem atende é o namorado. Os dois dormiram juntos na casa de Diana. Paulo tenta disfarçar mas não tem jeito, o garoto sabe quem é que não há engano algum. Paulo resolve conversar. Conta que escreveu para Dani, que se encontraram duas vezes e que ela estava em dúvida sobre o que fazer. Paulo aceita que ela estava carente e ele tenha oferecido a atenção e o carinho que ela precisava, mas ele foi direto: "O que eu dei a ela foi só piru, cara. Eu conheço a Dani há muitos anos, ela foi namorada do meu irmão. Sabe esses lance da irmã mais nova querer o namorado da irmã mais velha? Pois é isso foi o que aconteceu, existe até sentimento, mas meu negócio com ela é pau dentro!".  Dani deve ter aparecido no quarto, pois o garoto começa a repetir tudo o que Paulo falou sobre cartas e encontros com se quisesse que alguém escutasse. Paulo morre pela segunda vez, um furacão passa pela sua cabeça. Quantos golpes terá que suportar para tê-la de volta ou esquecê-la para sempre??? Se o blog ficar mais de dois dias sem atualização, não se preocupem, é porque a história acabou.

Escrito por Paulo e Dani às 11h00
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Paulo liga para Diana e fica sabendo que Dani ainda está lá. Diana diz que não conseguiu sondar nada mas que, com certeza é uma relação temporária. Paulo agradece e desliga.

Escrito por Paulo e Dani às 10h53
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Manhã de segunda-feira, Paulo acorda cedo, se arruma e vai trabalhar. Não passa pela casa de Dani, mas já se prepara para escrever uma carta aproveitando o brain storm mesclado com pesquisas na internet e entrevistas que assistiu na tv. será uma carta enorme, mas como Dani gosta de ler, acha que não será problema.

Escrito por Paulo e Dani às 10h08
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às 04:45h de segunda-feira, Paulo acorda para tomar mais um Tylenol. Acredita que Dani esteja em casa e, portatnto, já está liberado para fazer contatos. Manda logo dois torpedos que contam da distribuição das fotos e da saudade que sente. Volta a dormir.

Escrito por Paulo e Dani às 09h56
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Chega a noite e Paulo resolve assistir a um filme, O Xangô de Baker Strret, baseado no livro do Jô Soares. Durante o filem sente muita falta da compania de Dani, chegando até a ouvir as expressões "Ó Senhor!" e "Ai meu Deus" usadas em situações engraçadas demais. Teria sido ótimo se ela estivesse ali.

Escrito por Paulo e Dani às 09h54
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Paulo fica feliz e esperançoso com as notícias da cunhada. Pelo tom de voz e atenção ela parece torcer pelos dois.

Escrito por Paulo e Dani às 09h52
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Diana só sabe de parte da história, mas conta que viu os torpedos e que Dani contou sobre os dois dias em que Paulo ficou esperando ela chegar. Contou ainda que ela ficou muito balançada com tudo isso. Sobre o namoro, Diana diz que pelo que ela percebe não é um namoro que tem futuro, els não têm muita afinidade.

Escrito por Paulo e Dani às 09h50
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Diana atende e muito simpática aceita o pedido de Paulo de não divulgar à Dani com quem está falando, Paulo sente um friozinho na barriga quando Dani passa ao lado da irmã comendo um pedaço de bolo, mas continua o papo, perguntando como está Dani e como é o relacionamento dela Com o Namorado. Pergunta também se ela comentou alguma coisa sobre o que se passou durante a semana.

Escrito por Paulo e Dani às 09h46
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Por volta das 18:00h Paulo tem um daqueles flashes de impulsividade e tem uma idéia: Ligar para Diana (irmã de Dani) para saber como ela está e, aproveitando a oportunidade, levantar alguns detalhes sobre o namoro da irmã.

Escrito por Paulo e Dani às 09h43
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Reler os cartões e rever as fotos fazem um bem enorme à Paulo, que consegue se animar e lutar com mais forças contra os efeitos da dengue que agora ataca sua garganta e paladar, tudo que tenta comer está com o gosto alterado e ao passar pela garganta arranha tanto que até desanima continuar, mas ele sabe que se ceder pode até morrer desidratado ou por inanição.

Escrito por Paulo e Dani às 09h42
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São distribuidas fotos pelos quatro cantos da pequena kitnet. Na cozinha Paulo deixa na lateral da geladeira as fotos de Dani comendo e sempre sorrindo, no corredor deixou tres fotos, as preferidas. Duas delas tiradas no quarto de Paulo no tempo em que morava com a mãe. Dani passava os fins de semana lá e ele registrou um momento único onde a menininha meiga, sensível e linda se expunha sem armadura, totalmente apaixonada.

A outra foto que completa o quadro é uma tirada dentro do Uno de Paulo, onde ela está vestindo o mesmo vestidinho da primeira vez que fizeram amor, que inclusive fôra ali dentro mesmo.

No quarto colocou dentro do guarda-roupas uma foto onde ela arruma os cabelos e a última, na cabeceira da cama registra um sono profundo de Dani, é a última e a primeira imagem que Paulo verá a partir de agora, todos os dias.

Escrito por Paulo e Dani às 09h40
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Desmontando a cama antes ocupada por seu filho, Paulo resolve fazer da saleta uma espécie de santuário, onde deixará exposto tudo que tem sobre os momentos do seu grande amor: fotos, cartões, presentes...

Escrito por Paulo e Dani às 09h34
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Domingo primeiro de Maio. Esgotou-se o prazo que Dani havia dado a Paulo para marcarem a data do casamento. Meses atrás ela havia feito um ultimato à Paulo, como nada se falava sobre casamento, ela esperaria somente até Abril para ter uma posição dele ou partiria para outro caminho, pois queria ser mãe com 25 anos. Mais uma derrota para Paulo, não houve tempo nem chance.

Escrito por Paulo e Dani às 09h33
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Por volta das 18 horas ainda do sábado, a febre dá um refresco, todo ensopado de suor Paulo consegue se levantar e tomar um banho. O tylenol começa a fazer efeito, ainda meio tonto ele consegue grelhar um peito franco que consegue comer juntamente com um tomate fatiado com azeite e sal. Pensa em Dani e no que ela pode estar fazendo agora. Sente uma incontrolável vontade de ligar prá ela, mas prefere respeitar o pedido denão fazer contato. Depois de comer assiste um pouco de TV, um pouco do Show do Zeze di Carmargo e Luciano, escolhendo apenas as músicas que falam o que seu coração entende e vai dormir.

Escrito por Paulo e Dani às 09h31
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A tarde de sábado é torturante para Paulo, su febre alta o impede de preparar o almoço e passa o dia apenas tomando suco de maracujá, que lhe permite ao menos dormir e esquecer da dor física e também da amorosa.

Escrito por Paulo e Dani às 09h27
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